A DINHEIRAMA DO LIXO NA COLISEU


O Ministério Público Estadual (MPE) investiga a liquidação da Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos (Coliseu) determinada pelo governo do prefeito João Castelo (PSDB). Segundo a gestão tucana, a Coliseu tinha dívidas de mais de R$ 140 milhões. O que já foi apurado pelos promotores é estarrecedor.

Uma das oitivas mais reveladoras foi a do liquidante da Coliseu, Anthony Boden, na semana passada. Boden descreveu toda a movimentação financeira deste a primeira gestão Jackson Lago (PDT) até o ex-governo Tadeu Palácio (sem partido).

Boden contou que a Prefeitura de São Luís repassava entre R$ 2 e R$ 2,5 milhões mensalmente a companhia. O dinheiro era usado para pagar a folha de pagamento oficial e de serviços prestados (distribuídos em três folhas extras de pagamento). É como se operassem três caixas dois na empresa.

Os pagamentos eram feitos em espécie na própria empresa, depois que um servidor ligado a presidência fazia os saques numa agência do Banco do Brasil. Um dos saques era sempre de R$ 600 mil e esse ficava sob a responsabilidade do presidente da Coliseu, já exercida por Renato Dionísio e Jandir Castro (irmão do deputado pedetista Julião Amin).

Jandir e Renato aparecem dezenas de vezes no depoimento de Boden. Palácio e Lago também estão lá…

Comentários