Os registros do crime previsto foram colhidos durante fiscalizações do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho em fazendas do Maranhão e Pará. E, apesar dos flagrantes, a violação dos direitos continua. Trabalhadores em situação degradante. Alojamentos precários. Homens e mulheres consumindo água e alimentos sem nenhuma higiene.No Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia, dez denúncias de trabalho escravo em fazendas, entre o município e Santa Inês, aguardam por fiscalização. As denúncias foram feitas no período de janeiro a março deste ano. “Esses são números só do nosso centro, mas existem outras instituições que acolhem denúncias da mesma natureza”, reforçou Antônio Filho, coordenador-executivo do Centro de Açailândia.
Outras 23 ações estão sendo acompanhadas pelo Centro de Defesa. Em 2011, foram registradas 22 denúncias e executadas 19 fiscalizações, num total, de 164 trabalhadores envolvidos em situações de trabalho escravo. Desses, 95 foram resgatados.
A partir dos dados, o Centro trabalha para ter um cenário completo do crime no Maranhão. “Já estamos fazendo um diagnóstico de todas as ações penais que tramitam nas Justiças federal e estadual, para saber como estão esses processos, quantos foram sentenciados ou prescreveram. Mas percebemos que houve um aumento no número de ações judiciais”, finalizou Antônio Filho.
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